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O que existiu no início ?

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1 O que existiu no início ? em Sex Ago 14, 2009 7:30 pm

Será que nada existiu no início ?

http://www.suaescolha.com/essay/nada.html

Você já parou pra pensar sobre o começo? Que começo?, você diz. Você sabe: "Algo que tenha aparecido: Quem veio primeiro o ovo ou a galinha?". Ou qualquer coisa que era, que esteve aqui primeiro, no mais remoto momento de todos os tempos. Você já parou pra pensar sobre isso?

Espere aí, você diz, existe a possibilidade de que no começo não houvesse nada? Seria possível que, há zilhões de anos atrás, não houvesse Nada Absoluto?

É uma teoria a ser considerada. Vamos considerá-la primeiro através de uma ilustração.

Imagine que você tem um quarto muito grande. Ele está completamente isolado de tudo e é quase do tamanho de um campo de futebol. O quarto está trancado permanentemente; não tem portas nem janelas e nenhum buraco em suas paredes.

Dentro do quarto não há nada. Um "Nada Absoluto". Nenhuma partícula sequer. Não há ar. Não há poeira. Não há luz. É um quarto selado cujo interior está na total escuridão.

Bem, você pensa: e se eu tentar criar uma fagulha dentro do quarto? Então haveria luz nele por um rápido momento e isso já transformaria o Nada Absoluto em alguma coisa. Sim, mas você está fora do quarto. Então, isso não seria possível.

Então você diz: E se eu tentar teletransportar algo para dentro do quarto, como faziam naquele desenho animado os "Jedsons" ou no "Jornada nas Estrelas"? Mais uma vez, isso não seria possível, porque você estaria usando coisas que estão do lado de fora do quarto.

Aqui está novamente o dilema: você deve colocar alguma coisa dentro do quarto usando somente o que está dentro do quarto. Só que, nesse caso, dentro do quarto não há nada.

Bem, você diz: talvez uma pequenina partícula, em algum tempo, possa surgir dentro do quarto.

Existem três problemas com essa teoria: Primeiro, o tempo por si só não faz nada. As coisas acontecem no decorrer do tempo, mas não é o tempo com que faz elas aconteçam. Por exemplo, só esperar 15 minutos para assar biscoitos não vai dar em nada... Não são os 15 minutos que irão assá-los e sim o calor do forno. Se você deixar os biscoitos sobre o balcão por 15 minutos, eles não irão assar sozinhos.

Na nossa ilustração, temos um quarto completamente isolado com o Nada Absoluto dentro. Esperar quinze minutos não irá mudar, de maneira nenhuma, a situação. Bem, você diz: e se esperarmos longos períodos de tempo? Um longo período de tempo é simplesmente um amontoado de segmentos de 15 minutos colocados juntos. Se você esperasse por um longo período de tempo com seus biscoitos em cima do balcão, iria o tempo assá-los?

O segundo problema é este: Por que algo iria simplesmente "surgir"? É necessária uma razão para isso acontecer. Já que só existe o Nada Absoluto dentro do quarto, o que impediria que tudo continue como está: no nada? Sabe-se que não existe nada que faça as coisas surgirem sem razões, visto que as "razões" têm de vir do interior do quarto.

Bem, você diz: será que uma minúscula partícula não teria mais chances de se materializar do que algo grande como uma bola de futebol?

Isso revela o terceiro problema: tamanho. Assim como o tempo, tamanho é algo abstrato e relativo. Imagine que temos três bolas de futebol, variando de tamanho. Uma tem 3m de diâmetro, outra tem 1m e outra é do tamanho normal. Qual delas é mais provável de aparecer dentro do quarto? A bola de tamanho normal? Não! Seria a mesma probabilidade para todas as três. O tamanho não importa. A questão não é o tamanho. A questão é: pode alguma bola de baseball de qualquer tamanho simplesmente "aparecer" dentro do nosso quarto selado e vazio? Se você acha que nem a menor delas poderia simplesmente aparecer dentro do quarto, não importa quanto tempo passasse, então você pode concluir que o mesmo vale para um átomo. Tamanho não é a questão. A probabilidade de uma partícula minúscula surgir sem motivo algum não é diferente de uma geladeira se materializar sem causa alguma!

Agora vamos esticar, literalmente, a nossa ilustração adiante. Vamos pegar o nosso grande quarto escuro e tirar suas paredes do lugar. Vamos ampliar o quarto em todas as direções infinitamente. Agora, não existe nada do lado de fora do quarto, porque o quarto é tudo o que existe. Ponto final.

Nesse quarto grande e infinito não há luz, não há poeira, não há partículas de nenhum tipo, não há ar, não há elementos, não há moléculas; ele é o Nada Absoluto. De fato, podemos chamá-lo de Nada Absoluto.

Mais uma pergunta: Se realmente, há trilhões de anos atrás existisse o Nada Absoluto, não existiria hoje também o Nada Absoluto?

A resposta é sim, visto que qualquer coisa - não importa quão pequena - não pode surgir sem razões do Nada Absoluto.

O que isso nos diz? Resposta: O Nada Absoluto nunca existiu. Por quê? Porque se o Nada Absoluto alguma vez existiu, ainda hoje existiria!

Se o Nada Absoluto tivesse existido não haveria nada além dele que causasse a existência das coisas.

Novamente, se o Nada Absoluto nunca existiu, ainda existiria.

Porém, alguma coisa existe. Na verdade, muitas coisas existem. Você, por exemplo, é algo que existe, algo de muita importância. Por essa razão, você é prova de que o Nada Absoluto nunca existiu.

Agora, se o Nada Absoluto nunca existiu, isso significa que sempre houve um tempo em que pelo menos Alguma Coisa sempre existiu. O que seria esse "Alguma Coisa"?

Seria uma coisa ou várias coisas? Seria um átomo? Uma partícula? Uma molécula? Uma bola de futebol? Uma bola de futebol mutante? Uma geladeira? Alguns biscoitos?



Última edição por Elohim888 em Seg Ago 31, 2009 4:16 pm, editado 3 vez(es)

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2 Re: O que existiu no início ? em Sex Ago 14, 2009 7:30 pm

Se em algum momento existiu o Nada Absoluto, ainda existiria o Nada Absoluto hoje. Desde que existe alguma coisa (você, por exemplo) isso significa que o Nada Absoluto nunca existiu. Se tivesse existido, você não estaria aqui lendo este artigo agora. O Nada Absoluto ainda estaria aqui.

Então nunca houve um tempo onde o Nada Absoluto existiu. Por isso, conseqüentemente, sempre existiu alguma coisa. Mas o quê? Se voltarmos ao começo de tudo, qual seria essa coisa que teria sempre existido? Seria mais do que só Alguma Coisa, ou apenas uma? E, julgando-se pelo o que existe hoje, com que se pareceria?

Vamos explorar a questão da quantidade primeiro. Pensemos novamente sobre o nosso selado, escuro e enorme quarto. Imagine que existem dez bolas de futebol dentro do quarto. Seja o quanto volte no tempo, há somente isto: dez bolas de futebol.

O que vai acontecer depois? Vamos dizer que esperemos um ano inteiro. O que há dentro do quarto? Dez bolas de futebol ainda, certo? Porque a existência de algo em si não gera nada. E nós sabemos que dez bolas de futebol comuns - não importa quanto tempo passe - não poderão gerar outras novas ou qualquer outra coisa neste caso.

Certo, e se houvesse seis bolas de futebol dentro do quarto no começo de tudo? Isso mudaria a situação? Não, não mudaria. Certo, então, e se houvesse um milhão de bolas de futebol? Ainda não mudaria. Tudo o que temos dentro do quarto são bolas de futebol, não importa quantas.

O que descobrimos é que quantidade não é a questão. Se voltarmos aonde tudo começou, a quantidade da Alguma Coisa que deve ter sempre existido não é o que importa, ou é?

Retire as bolas de futebol. Agora dentro do quarto há um pintinho. Vamos esperar um ano. O que há dentro do quarto? Somente um pintinho, certo? Mas e se tentarmos colocar uma galinha e um galo lá? Esperamos mais um ano agora... O que iremos ter? Uma porção de pintinhos!

Então quantidade é importante, SE no quarto estiverem pelo menos duas coisas que podem produzir uma terceira coisa: Galo + galinha = pintinho. Lembremos, porém, quantidade não é importante se estamos falando de pelo menos duas coisas que não são capazes de produzir uma terceira coisa: bola de futebol + bola de futebol = nada.

Então, o que realmente importa não é a quantidade, mas sim a qualidade. Que qualidade essa Alguma Coisa possui? Pode ela trazer outras coisas à existência?

Vamos voltar aos nossos pintinhos, mas sejamos muito precisos, visto que a situação seria a mesma onde tudo começou. Temos um galo e uma galinha no quarto. Eles estão em partes diferentes do quarto, suspensos no nada. Poderiam eles gerar pintinhos?

Não poderiam. Por quê? Porque não existe um meio ambiente com o qual possam interagir. Não há mais nada no quarto a não ser o galo e a galinha. Não existe ar para respirar ou para voar, não existe chão para andar, não existe nada que os sustenha para viver. Eles não podem comer, andar, voar ou respirar. O seu meio ambiente é o completo nada.

Então, os pintinhos estão "fora" da jogada. Pintinhos não podem existir ou se reproduzir sem que haja algum tipo de meio ambiente. Em um meio ambiente eles poderiam gerar outros pintinhos. E em um ambiente que os afetasse, talvez eles pudessem com o tempo, se transformar em algum outro tipo de galinha. Alguma coisa parecida com uma lontra ou uma girafa.

Então temos um quarto sem meio ambiente. Por essa razão, precisamos de Alguma Coisa que possa existir sem um meio ambiente. Alguma Coisa que não precise de ar, comida ou água para existir. Isso desqualifica toda criatura viva deste planeta.

Bem, então quanto às coisas não-vivas? Elas não precisam de um meio ambiente, é verdade. Mas então voltamos ao mesmo estado de quando tínhamos as bolas de futebol. Coisas não-vivas não produzem nada. Vamos dizer que, ao invés de bolas de futebol, temos um trilhão de moléculas de hidrogênio. Então o que acontece? O tempo passará e ainda teremos um trilhão de moléculas de hidrogênio, nada mais.

Enquanto falamos sobre a questão de coisas não-vivas, vamos também considerar o que é preciso para que elas existam. Você já ouviu falar do "Supercollider"? Anos atrás o governo americano embarcou num experimento para criar matéria. O "Supercollider" (ou Super Colisão) era um túnel subterrâneo de quilômetros e quilômetros de comprimento que eram percorridos por átomos a uma velocidade supersônica e então colidiam uns com os outros, com o objetivo de criar uma partícula minúscula. Tudo isso pelo menor pedaço de matéria...

Isso nos mostra que a nossa ilustração com as bolas de futebol não é tão simples quanto parece. Seria necessária uma quantidade de energia ABSURDA para produzir uma bola a partir do nada. E nada é tudo o que temos. E, no quarto, como vimos, há o Nada Absoluto.

Então esta é a nossa situação: A "Alguma Coisa" que existiu no começo deve ser capaz de existir sem depender de mais nada. Deve ser totalmente auto-suficiente. Porque estava sozinha no começo de tudo e não precisava de nenhum meio ambiente para existir.

Em segundo lugar, a "Alguma Coisa" que existiu desde o começo deve ser capaz de produzir outra coisa além de si mesma. Porque, se não pudesse, então essa "Alguma Coisa" seria tudo o que existe hoje. Porém, existem outras coisas hoje. Você, por exemplo.

Em terceiro lugar, para que se faça Outra Coisa - do nada - se requer uma incrível quantidade de energia. Então, essa "Alguma Coisa" deve ter uma grande fonte de energia à sua disposição. Se para se formar uma pequena partícula são necessários milhares e milhares de quilômetros de partículas em colisão (e, como sabemos, o resultado foi nulo) então, que tamanha quantidade de energia não seria necessária para formar tudo o que há!

Vamos voltar ao nosso quarto. Imagine que temos uma bola de futebol muito especial dentro do quarto. Ela pode reproduzir outras bolas de futebol. Ela possui todo aquele poder e energia. É completamente auto-suficiente não precisando de nada além dela para existir, porque ela é tudo o que existe. Essa bola de futebol é Alguma Coisa Eterna.

Vamos imaginar que a bola de futebol produz uma outra bola de futebol. Qual delas será a maior, digo, com respeito ao TEMPO? Bola 1. Ela é a Alguma Coisa Eterna. Ela sempre existiu. Bola 2, porém, veio a existir quando produzida por Bola 1. Então uma bola é finita levando em consideração o tempo, a outra é infinita.

Qual das duas será maior considerando o poder? Novamente, Bola 1. Ela foi capaz de produzir a Bola 2 do nada - o que também significa que ela tem o poder de desfazer (destruir) Bola 2. Então Bola1 é muito mais poderosa que Bola 2. De fato, em todo o tempo, Bola 2 deverá depender de Bola 1 para sua própria existência.

Mas, você diz: e se Bola 1 compartilhar um pouco do seu poder com Bola 2 - poder suficiente para destruir Bola 1? Então Bola 2 seria a mais poderosa, porque Bola 1 deixaria de ser, certo?

Existe um problema nessa possibilidade. Se Bola 1 compartilhasse um pouco do seu poder com Bola 2, esse poder ainda seria o poder da Bola 1. A pergunta então seria: Poderia Bola 1 usar o seu próprio poder para destruir a si mesma? Não. Porque para usar seu próprio poder, Bola 1 tem de existir.

E além do mais, Bola 1 é tão poderosa que qualquer coisa que puder ser feita, só pode vir a existir por intermédio dela. Mas não é possível para Bola 1 deixar de existir, e, por isso, não pode destruir a si mesma.

Bola 1 não pode se desintegrar, porque, em primeiro lugar, nunca foi criada. Bola 1 sempre existiu. Ela é a Alguma Coisa Eterna. Assim como é a existência. É vida, vida infinita. Para Bola 1 ser destruída seria preciso algo mais poderoso. Mas nada é mais poderoso que Bola 1, nem nunca poderá ser. Ela não precisa de mais nada além dela mesma para existir. Por essa razão, não pode ser transformada por nenhuma força externa. Ela não pode acabar, porque não teve começo.

Ela é o que é e nada pode mudar isso. Não pode deixar de ser, porque SER é a sua própria natureza. Nesse sentido, ela é intocável.

O que vemos com isso: a Alguma Coisa no começo de tudo sempre será soberana em relação à Outra Coisa que ela produzir.

A Alguma Coisa existe por si só. A Outra Coisa, porém precisa de Alguma Coisa para existir. É, portanto, inferior a Alguma Coisa, e sempre será assim, porque a Alguma Coisa Eterna não precisa de nada.

A Alguma Coisa é capaz de produzir Outra Coisa que seja semelhante a ela em alguns aspectos, mas - não importa o quê - Outra Coisa será sempre diferente dela em outros aspectos. A Alguma Coisa Eterna sempre será soberana considerando o tempo e o poder. Desta forma, Alguma Coisa Eterna não pode produzir um exemplar igual a ela mesma. Ela sozinha, sempre existiu. E sozinha pode existir independente de outras coisas.



Última edição por Elohim888 em Seg Ago 31, 2009 4:16 pm, editado 1 vez(es)

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3 Re: O que existiu no início ? em Sex Ago 14, 2009 9:47 pm

Existe Alguma Coisa Eterna. Alguma Coisa sempre existiu. Alguma Coisa não tem começo. Se essa Coisa tem alguma necessidade, ela mesma pode suprir. Nada mais é necessário para que ela exista. E esta não pode produzir outro ser igual ou mais poderoso. Qualquer coisa que produza não será eterna. Por essa razão, a Alguma Coisa Eterna não pode produzir outra Alguma Coisa Eterna. Ela sempre será soberana a qualquer outra coisa que existir.

Agora poderia a Alguma Coisa Eterna ser mais de uma? Possivelmente. Vamos imaginar que inicialmente houvesse cinco Coisas Eternas. Se este fosse o caso, porém, todas as cinco seriam exatamente iguais no que diz respeito ao tempo e ao poder. Todas não-criadas, todas eternas, todas capazes de fazer qualquer coisa que seja. Isso mais uma vez nos mostra que qualidade, não quantidade, é o mais importante.

Então, o que sabemos sobre a(s) Coisa(s) Eterna(s)? Ela(s) não está(o) sozinha(s) agora. Porque Outra Coisa existe: você, por exemplo. Agora se pergunte se você é a Alguma Coisa Eterna ou uma delas. Se você o é, então você não tem começo, não existem necessidades que você mesmo não possa suprir e qualquer coisa que possa ser feita só pode vir a ser através de você. É isso o que você é? Se a resposta é não, então você é com certeza uma Outra Coisa, não a Alguma Coisa Eterna ou uma delas.

Vamos voltar ao nosso quarto grande, escuro e vazio. Mas agora imaginemos que um átomo de hidrogênio e um átomo de nitrogênio estão dentro do quarto. Para o bem do próprio argumento, digamos que esses átomos são as Coisas Eternas. Elas sempre existiram. Qualquer coisa que possa ser feita vem a existir por meio delas.

Então, elas decidem produzir Outra Coisa. Pois elas são as únicas coisas que existem no quarto. Mas espere, podem o hidrogênio e o nitrogênio decidir alguma coisa? Bem, para elas serem as Coisas Eternas, elas DEVEM ter a habilidade de tomar uma decisão.

Pense bem. A Alguma Coisa Eterna deve ESCOLHER mudar as coisas. A Alguma Coisa Eterna é eterna; sempre existiu independente de outras coisas. O que é mais importante: ela, sozinha, sempre existiu. O que isso quer dizer? Isso quer dizer que nenhum evento pode acontecer sem a permissão da Alguma Coisa Eterna.

A Alguma Coisa Eterna é tudo o que existe e ponto final. Em conseqüência disso, a única coisa existente que pode acabar com a solidão da Alguma Coisa Eterna é ela mesma. Não pode haver nenhuma outra força externa à Alguma Coisa Eterna porque a Alguma Coisa Eterna é tudo o que há.

Por essa razão, se átomos de hidrogênio nitrogênio são as Algumas Coisas Eternas, nenhuma força externa pode influenciá-las. Elas são tudo o que existe. Elas são as únicas forças que existem.

Como são as únicas coisas existentes, somente elas mesmas podem acabar com a sua própria solidão. Não há nada na existência que possa, por acaso, influenciá-las a produzir Outra Coisa.

Outra Coisa não poderia ser criada por acaso. Por quê? Porque, para isso acontecer, o "acaso" deveria ser mais poderoso que o átomo de hidrogênio e de nitrogênio. Mas os átomos são tudo o que existe. Qualquer coisa que possa ser feita, só ocorre por meio deles. "Acaso" então é a Outra Coisa. E, como vimos, Outra Coisa não pode ser mais poderosa do que a Alguma Coisa Eterna. Na verdade, nesse estágio, o Acaso nem existe.

Se o Acaso é algo externo a Alguma Coisa Eterna, então ele não existe a não ser que tenha sido criado por Alguma Coisa Eterna. Mas mesmo se o Acaso tivesse sido criado pela Alguma Coisa Eterna, o Acaso, sendo Outra Coisa, seria sempre inferior a Alguma Coisa Eterna.

Então, se Outra Coisa é criada, é pelo poder e VONTADE da Alguma Coisa Eterna. Outra Coisa pode ser produzida por Acaso somente se o Acaso for criado antes da Outra Coisa. Mas o Acaso por si só, não pode ser produzido por acaso. Ele teria que ser criado pelo desejo da Alguma Coisa Eterna.

O que isso nos diz sobre nossos átomos de hidrogênio e nitrogênio? Que eles não são meramente Algumas Coisas Eternas, eles são Pessoas Eternas, pois têm vontade própria, ou seja, possuem a habilidade de escolher. Logo, são seres com personalidade própria.

Mas, por que a Alguma Coisa Eterna deve ser assim, com poder de escolha? Pense novamente no quarto escuro com apenas hidrogênio e nitrogênio dentro. Eles são as Coisas Eternas. Eles, sozinhos, existem no quarto, desde a eternidade.

Eles existem totalmente independentes um do outro. Não precisam do outro para sobreviver. Por essa razão, se produzirem Outra Coisa, não é algo de que precisem (como o instinto de sobrevivência que encontramos nos animais). E mais, se as moléculas criarem Outra Coisa, não será por Acaso - a não ser que criem o Acaso primeiro. O Acaso é uma força, mas as Coisas Eternas (os dois átomos) são tudo o que existe.

Além do mais, os átomos não são meras máquinas. Máquinas são construídas e programadas por algum tipo de força externa. Mas eles (as Coisas Eternas) são as únicas coisas que existem. Não existe outra força além deles.

Conseqüentemente, se eles produzirem Outra Coisa dentro do quarto, a razão para essa produção está somente nas mãos deles, pois nenhuma outra força existe. Não existe mais nada no quarto a não ser os átomos.

Eles não são forçados a produzir Outra Coisa por instinto, acaso, necessidade ou pela vontade de uma delas. Nada pode controlá-los. Quaisquer coisas que eles façam, as fazem por razões próprias.

Essa razão só pode ser sua vontade própria. Elas devem escolher criar Outra Coisa, ou nada além irá existir. Permanecerão no quarto, sozinhos para sempre, ao menos que decidam criar Outra Coisa. Eles precisam mais do que poder para criar Outra Coisa. Precisam - em um determinado momento que se diferencia de todos os momentos em que existiram - decidir usar seus poderes para gerar uma Outra Coisa.

Se não tiverem vontade própria (como as bolas de futebol que vimos no estudo anterior), então, o poder que possuem nunca seria usado para criar Outra Coisa. Esse poder seria usado somente para prolongar suas existências. E a solidão deles duraria eternamente.

A Alguma Coisa Eterna tem existido sozinha por toda a eternidade. Deve ter existido uma razão, para que, a Coisa Eterna, quisesse mudar isso. Se Outra Coisa existe, existe por causa da Alguma Coisa Eterna, porque ela mesma, resolveu acabar com sua solidão.

Se a razão da existência da Outra Coisa não está na Alguma Coisa Eterna, então Outra Coisa nunca irá existir. Pois a Alguma Coisa Eterna, em algum momento, foi tudo o que existiu.

Mas sabemos que existem Outras Coisas. Por essa razão, a Alguma Coisa Eterna deve ter a habilidade de usar o seu poder. Deve ter a habilidade de criar Outra Coisa além de si mesma. Visto que, ela tem vontade própria1, a Coisa Eterna é pessoal. Isso quer dizer que a Alguma Coisa Eterna na verdade é um Alguém Eterno.

Este Alguém Eterno não é controlado por instinto de sobrevivência, porque não tem necessidades e de modo nenhum pode deixar de existir. E mais, Alguém Eterno não cria nada por Acaso, a não ser que tenha criado o Acaso primeiro. O Acaso é uma força que deve ter sido criada pelo Alguém Eterno, do contrário não existirá. Enfim, o Alguém Eterno não é uma máquina, pois não há ninguém além dele para forçá-lo ou programá-lo para fazer alguma coisa.



Última edição por Elohim888 em Seg Ago 31, 2009 4:16 pm, editado 1 vez(es)

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4 Re: O que existiu no início ? em Sex Ago 14, 2009 9:47 pm

Esta é a parte final de uma série de artigos que começou com Será que o Nada alguma vez existiu?, seguido de Alguma Coisa e então de Quem. Os pontos levantados nos artigos anteriores são seguintes:

(1) O Nada Absoluto nunca existiu. Se tivesse, ainda existiria hoje. Mas Outra Coisa existe. Você, por exemplo.

(2) Como o Nada Absoluto nunca existiu, houve sempre um tempo onde sempre existiu Alguma Coisa. Essa alguma coisa chamamos de Alguma Coisa Eterna. Alguma Coisa Eterna não tem começo nem fim, não tem necessidades que ela mesma não possa suprir, pode fazer qualquer coisa que seja possível ser feita e sempre será superior a qualquer coisa que criar.

(3) A Alguma Coisa Eterna não é uma máquina, controlada ou programada por qualquer força além dela mesma. Ela não criará nada desnecessariamente, pois não tem necessidades. Por essa razão, se produz Outra Coisa, precisa tomar essa decisão. Isso quer dizer que a Alguma Coisa Eterna tem vontade própria; conseqüentemente ela é pessoal. Enfim, Alguma Coisa Eterna deve ser Alguém Eterno (ou mais de um).

Continuando, o que podemos dizer sobre o Alguém Eterno, além do que já foi dito? Visto que o Alguém Eterno não tem necessidades que ele mesmo não possa suprir, pode existir sem que precise de um meio ambiente, pois existia quando não havia mais nada a não ser ele mesmo. Qualquer meio ambiente seria algo além dele e por essa razão precisaria ser criado. Mas Ele é tudo o que existe.

É muito provável que o Alguém Eterno seja transcendental; o que significa que ele pode existir fora do tempo e do espaço, pois não é limitado por nenhum deles. Ele tem existido eternamente, portanto fora do tempo. E existe sem a necessidade de um meio ambiente, portanto fora do espaço.

Sendo transcendente ao tempo e espaço, é possível que o que chamamos de Alguém Eterno seja invisível. Somente aquilo que ocupa espaço é visível. Se algo está fora do espaço, como pode ser visto? Assim, é muito provável que Alguém Eterno seja invisível e que possa viver sem a necessidade de qualquer tipo de corpo ou forma.

Para o bem do próprio argumento, vamos imaginar que Alguém Eterno decide criar Outra Coisa - ou melhor, Outro Alguém. Alguém Eterno decide criar Outro Alguém que é semelhante a ele em alguns aspectos. Como ele, o Outro Alguém terá consciência própria, que é algo necessário para se ter vontade própria. Então o Outro Alguém tem uma personalidade e tem vontade própria.

O que mais podemos dizer sobre esse Outro Alguém? Estará Outro Alguém fora do tempo? Não. Outro Alguém não terá existido eternamente. O Outro Alguém terá um começo e, portanto, será limitado pelo tempo.

Lembre-se de que tudo o que Alguém Eterno criar será inferior a ele em relação ao tempo e espaço. Isso não pode ser evitado de maneira nenhuma. Então, mesmo que Outro Alguém fosse viver eternamente no futuro, ainda assim ele teria um começo no tempo. Na verdade, sua linha de tempo cairia sobre a linha (infinita) de tempo de Alguém Eterno.

E quanto ao espaço? Será Outro Alguém limitado pelo espaço? Sim. Somente Alguém Eterno pode viver sem nenhum tipo de meio ambiente. Outro Alguém precisará de um meio ambiente para existir, mas o quê? Pense tanto sobre o espaço quanto sobre o tempo. Outro Alguém existe dentro da linha de tempo de Alguém Eterno. Da mesma forma, Outro Alguém viverá dentro da "linha de espaço" de Alguém Eterno.

O Alguém Eterno transcende ao espaço. Portanto, assim como ele está em todo lugar no tempo, estará em todo lugar no espaço. Então, quando Outro Alguém é criado, ele existirá dentro do tempo e do espaço de Alguém Eterno. Logo, Alguém Eterno é o meio ambiente no qual Outro Alguém irá existir!

Então, temos Alguém Eterno existindo ao redor de Outro Alguém. Mas há um problema: Ele não pode ver Alguém Eterno, porque Alguém Eterno transcende ao espaço e não ocupa espaço nenhum porque ele próprio é todo espaço. Pra vê-lo, alguém teria que ser capaz de ver todo o espaço e o tempo em sua totalidade. Impossível!

Então Outro Alguém não consegue detectar Alguém Eterno. Então o que Alguém Eterno deve fazer se quiser ser visto por Outro Alguém? Ele deve deixar sua posição transcendental. Algum tipo de negação da sua transcendência é essencial é possível? Sim.

Lembre-se: qualquer coisa que possa ser feita, Alguém Eterno pode fazer. Então é possível para ele se fazer visível para Outro Alguém, ou seja, deixar de ser transcendente. Mas como?

Percebemos a presença de outros no nosso mundo através da visão, do cheiro, do tato, do gosto e da audição. Se Alguém Eterno desse a capacidade para Outro Alguém ver ou ouvir, por exemplo, então Alguém Eterno poderia (1) aparecer em uma forma visível, (2) falar com Outro Alguém ou (3) fazer os dois simultaneamente. Essas seriam maneiras de deixar de ser transcendente para que Outro Alguém pudesse ter a percepção de Alguém Eterno.

Lembre-se: Outro Alguém é uma criação. Portanto, Outro Alguém é limitado pelo tempo e pelo espaço. Qualquer que seja sua natureza (do que é feito), ele será percebido no tempo e no espaço. Por essa razão, tudo o Alguém Eterno tem a fazer é assumir a mesma forma que deu a Outro Alguém. Essa é uma maneira de se fazer reconhecido.

Mas, aqui está uma pergunta: se Alguém Eterno deixar de ser transcendental para se fazer reconhecido, ainda seria o Alguém Eterno integralmente? Não! Haveria mais dele ainda não revelado. Embora pudesse divulgar muito sobre si mesmo, todo o seu conjunto - que é ele mesmo em sua transcendência - não poderia ser totalmente conhecido e compreendido por Outro Alguém.

Interessante: o cenário que vimos acima é exatamente o que vemos na Bíblia. Nós somos como o Outro Alguém. Somos limitados pelo tempo e pelo espaço. Deus, porém, é o Alguém Eterno. Ele se deixou sua posição transcendental na pessoa de Jesus Cristo. Para descobrir mais, continue lendo...

1. Deus é o Alguém Eterno. Ele sempre existiu e continuará existindo pra sempre.

"Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus". (Salmos 90:2)
"Será que você não sabe? Nunca ouviu falar? O Senhor é o Deus eterno, o criador de toda a terra. Ele não se cansa nem fica exausto; sua sabedoria é insondável". (Isaías 40:28)
"Assim diz o Senhor, o rei de Israel, o seu redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último; além de mim não há Deus". (Isaías 44:6)
"Mas o Senhor é o Deus verdadeiro; ele é o Deus vivo; o rei eterno". (Jeremias 10:10)
"Respondeu Jesus:"Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou"! (João 8:58)
"Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre". (Hebreus 13:Cool
"Eu sou o Alfa e o Ômega", diz o Senhor Deus, "o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso". (Apocalipse 1:Cool
"Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim". (Apocalipse 22:13)
2. Deus é invisível.

"Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus* Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido". (João 1:18)
"Deus é espírito..." (João 4:24)
"Ao Rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém". (1Timóteo 1:17)
"...o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém". (1Timóteo 6:15-16)
3. De certa forma, nós vivemos em meio a Deus porque Ele está em todo o lugar, ainda que seja diferente de nós.

"Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?" (Salmos 139:7)
"O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas. De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós. 'Pois nele vivemos, nos movemos e existimos', como disseram alguns dos poetas de vocês: 'Também somos descendência dele'". (Atos 17:24-28)
4. Qualquer coisa que possa ser feita, pode ser por Deus.

"Existe alguma coisa impossível para o Senhor?" (Gênesis 18:14)
"O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada". (Salmos 115:3)
"Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada". (Isaías 46:10)
"Jesus olhou para eles e respondeu: 'Para o homem isso é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis". (Mateus 19:26)
"Pois nada é impossível para Deus". (Lucas 1:27)
5. É possível para Deus deixar de ser transcendental. Ele pode revelar a si mesmo tomando a forma humana.

"No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus".
A Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, a glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade". (João 1:1,1:4)
"O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam -- isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada". (1João 1:1-2)
"Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele". (1Colossenses 1:15-16)
"O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas..." (Hebreus 1:3)
"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus..." (Filipenses 2:5)
6. Quando Deus deixa sua natureza transcendental, não é o seu todo que é revelado, mas ainda assim é Ele.

"...o Pai é maior do que eu". (João 14:28)
"Eu e o Pai somos um". (João 10:30)
"...Quem me vê, vê ao Pai..." (João 14:9)

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