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Palestra no TDI Nordeste

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1 Palestra no TDI Nordeste em Qui Nov 16, 2017 6:37 pm

Admin


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Palestra no TDI Nordeste sobre a maquinária da vida

http://elohim.heavenforum.org/t284-palestra-no-tdi-nordeste

11.11.2017



Mais fotos do evento : 
http://www.tdibrasil.com/galeria.php?id=8




1.
Bom dia. Meu nome é Otangelo Grasso, sou suiço - italiano, e moro em Aracaju, casado com uma Sergipana, e tenho uma filha de 4 anos. Agradeço aos organizadores, pelo evento, e pelo convite. 
E um prazer, e uma honra  poder estar aqui com  voces. Eu vou falar  sobre a fascinante maquinária da vida,  em particular sobre uma extraordinária  alga unicellular chamada Chlamydomonas.  Primeiro vamos dar uma olhada de perto nos olhos desta alga que é o estigma, ou  mancha ocular, e vou demonstrar porque a única explicação racional para a origem da visão, é o design inteligente, e porque o mecanismo evolutivo não funciona. 



2.
Na segunda parte , iremos dar uma olhada nas fantásticas rodovias intracellulares que esta alga usa, transportanto cargas mediante proteinas de motores que se locomovem como nós, com duas pernas e braços,  levando sua carga ao destino correto, e assim constroem os orgãos internos, como olhos, flagelos e outras partes. 

No final, irei deixar os links para minha livraria virtual, e livros para voce estudar e conhecer mais o mundo molecular.  




3.
Há 300 anos atrás, quando comecaram a nascer as ciencias modernas, se acreditava que os corpos biologicos eram constitudos por maquinas não visiveis ao olho nu, funcioando semelhante a maquinas feitas pelo homem. 
Esta visão derivou, em parte, dos gregos antigos, que acreditavam que o Universo era composto de minusculas partes como átomos. 

Marcello Malpighi, um dos maiores cientistas há 300 anos atrás, escreveu:
"A natureza, para realizar as maravilhosas operações em animais e plantas, tem usado um número muito grande de máquinas, que são feitas por partes extremamente minúsculas, que formam um órgão maravilhoso, cuja composição geralmente é invisível a olho nu, sem o auxílio do microscópio.


4.
Uma questão emblemática é a questão da visão, e como o olho poderia ter evoluido por seleção natural. 
Darwin é freqüentemente citado como vendo a evolução do olho como uma dificuldade significativa para sua teoria. Mas depois ele dá uma suposta solução.

Ele escreve: 
A razão diz-me que se se puder mostrar que existem numerosas gradações a partir de um olho perfeito e complexo e um muito imperfeito e simples, sendo cada grau útil ao seu possuidor; se além disso o olho variar muito ligeiramente e as variações forem herdadas, o que seguramente acontece; e se qualquer variação ou modificação no órgão for alguma vez útil a um animal sob condições de vida variáveis, então a dificuldade de acreditar que um olho perfeito e complexo se podia formar por meio de selecção natural, embora insuperável pela nossa imaginação, não deve ser considerado subversivo a teoria. 

O problema é que o olho sozinho  não tem função. Ele é  SEMPRE conectado a outras partes - até mesmo o olho mais simples conhecido. Ou seja, há sempre uma INTERDEPENDENCIA ENTRE varias partes, portanto, se quiser explicar a evolução do olho, tem que explicar a evolução simultânea do sistema e de todas as partes envolvidas.  O olho humano não tem função, se não estiver interligado com o cortex cerebral mediante o nervo ótico.  
Se quiser explicar a origem deste sistema mediante mecanismos evolutivos, tem que explicar a transformação  sincronizada entre as partes. 



5.
Em 1994,  Nilssen publicou um artigo cientifico que se torno referencia para exlicar a evolução do olho. O artigo começa com uma mancha ocular plana,  e depois de uma sequencia de fases evolutivas, no final um olho complexo de câmera.  

Na última sentença do artigo,  o autor escreve: "O olho nunca foi uma ameaça real para a teoria  de Darwin". 



6. O problema é que manchas oculares são também extremamente complexas, e o autor não começou sua narrativa, explicando como a mancha ocular poderia ter evoluida. O mesmo problema que mencionei acima referente ao olho humano, se aplica também a mancha da alga. A mancha ocular só teria função se estiver acionando um sinal para o flagelo da alga, em que direção nadar. Ou seja, o sistema como um todo tem que ser explicado. 

Algas são a base da cadeia alimentar em nosso planeta, e assim,  os organismos mais importantes, ecologicamente falando. Alem de que são responsáveis por 80% do oxigênio no ar que respiramos.  


7.
Manchas oculares são feitas de proteinas, que são os motores nas células, estão presentes em todas as celulas, e tem muitas funções nos organismos. 







8. 
Em 2006, um estudo cientifico detectou em torno de 200 proteinas diferentes no estigma, a mancha ocular em organismos unicellulares. Em 2015, estudos mais avançados e detalhados detectaram mais de 740 proteinas diferentes. Sómente da proteína mais importante para visão, a Rhodopsina, uma única  mancha contém 15 milhões de unidades, que são substituídas por novas constantemente. A mancha ocular tem uma estrutura elaborada de alta complexidade.



9.
Todo olho, todo sistema de visão, da mancha ocular , até o olho humano, tem rodopsinas, uma proteina que consiste em dois componentes.  Uma é a opsina que é uma Proteína transmembranar com 7 hélices , isto quer dizer que ela passa de um lado da membrana da célula até a outra,  e a segunda é retinal, um cromoforo ligado á sétima hélice da opsina, que juntas formam as chamadas rhodopsinas. As duas trabalham em conjunto. A luz bate em retinal, que muda de forma fisica, e aciona a opsina, que aciona uma cascata de eventos subsequentes que no final emitem um sinal. Elas se encontram em todos os sistemas de visão.  Saber como dobrar a  proteína é essencial porque as proteínas devem assumir a estrutura 3D correta. 


10.
Se a opsina  estiver dobrada da forma errada, ela vai ser tóxica. E ela só vai ter função com um tamanho minimo , constituída por uma cadeia de aminoacidos , enfileirados na sequencia correta. 

No caso da opsina, o tamanho médio é em torno de 350 amino acidos. Immagine, que em cada posição, a célula tem que escolher entre 20 amino acidos diferentes, e só um dos 20 é o correto, e confere função no final. Nos podemos propor evolução, mas mecanismos evolutivos só funcionam, se tivermos uma vantagem para o organismo em cada passo. So que na opsina, só se chegarmos ao tamanho mínimo de em torno de 350 aminoacidos, a opsina vai dobrar. 

E para isto ocorrer, teríamos uma entre a potência de 450 possibilidades. 


11.
Vou lhe dar uma idéia do tamanho destes números. 
Acreditar que uma  proteína funcional deste tamanho poderia surgir naturalmente, é como acreditar que você iria ganhar na loteria o maior prêmio  com seis números, durante todos os dias de a sua vida. Resumindo : E impossível.  Este fato, por si só,  basicamente põe a teoria de Darwin em cheque para explicar a origem da opsina. 



12.
Recentemente,  um artigo cientifio  reportou a descoberta de 7 vezes maior complexidade de dobragem de proteínas em Rhodopsinas do que anteriormente acreditado!  O líder do projeto, Tom Perkins disse : "O aumento da complexidade foi deslumbranteSe você perde a maioria dos estados intermediários, então você realmente não entende o sistema". A precisão de como uma proteína tão minúscula como opsina se dobra é absolutamente impressionante. 



13
Retinal é a segunda molécula, que junto a opsina, forma a rhodopsina. 
Ela é uma molécula anexada no meio das sete hélices transmembranares da opsina, e fundamental para visão.  Para funcionar, a estrutura dela também precisa ser correta em todos os detalhes.   Ela  é uma molécula única com um design químico que permite a interação ideal com a opsina, e este ajuste fino é essencial para que o mecanismo funcione. A luz do sol bate em retinal, e  no prazo de picosegundos, ela  muda de forma, é como se estivesse ativando um disjuntor. 

Os eletrons que circulam na molecula de retinal são redistribuidos, e isto provoca uma rotação em um local específico, e  o movimento desta rotação muda a forma fisica e ativa a opsina, e  toda uma cadeia e processos  complexos de vários passos, que no final permitem a visão, ou outras funções, como direcionar o flagelo na alga.  

Aqui vocês percebem, que são estes detalhes  que explicam como as coisas a nível molecular funcionam, e a pergunta relevante é: 
Como Retinal obteve sua forma atomica funcional correta, se todo o arranjo tem que ser correto desde o início ? 



14.
O bolso aonde Retinal é inserida tem a estrutura e o tamanho também preciso, correto, e exato. Quando a opsina percebe a mudança de retinal, uma transformação fisica extremamente complexa ocorre na opsina, aonde ela muda de forma em várias etapas, entre as quais a sexta hélice faz um movimento, que aciona em seguida toda uma cadeia de transdução de sinal,  e no caso da alga, um fluxo de cálcio e outros processos celulares, que acionam o flagelo para nadar na direção correta.  

No livro: Evolução dos pigmentos visuais e não visuais, o autor confessa: 
A evolução inicial da opsina permanece um misterio surprendente, e há muitas questões ao longo de sua história evolutiva para a qual não temos respostas. 

E o autor de um outro artigo escreve: 
O enigma original de Darwin sobre a evolução ocular parece agora  estar em um nível molecular.

Supõe se que opsinas surgiram de uma familia ancestral de proteinas chamadas de Receptores acoplados à proteína G que tinham outras funções do que a visão, e não tinham retinal. A evolução teria que ter tido  antevisão para  evoluir  e criar um bolso para poder inserir retinal, e criar um novo mecanismo funcional.  Teria que existir, já prontinho, um metodo de fabricação de  Retinal, e os mecanismos para inserir  e fixa-la no lugar certo, na sétima hélice da opsina e no lugar certo desta hélice. 



15.
O tamanho do problema se torna mais evidente, se considerarmos a complexidade para produzir Retinal. Um artigo informa sobre uma conservação evolutiva intrigante dos principais componentes envolvidos na produção e reciclagem de retinal. A síntese de retinal precede uma via complexa de vários passos enzimáticos a partir de moléculas de carotenóides encontradas em plantas. Não haveria nenhuma vantagem evolutiva para evoluir tal  processo de biossintese, e suas enzimas, que são como os robôs em uma linha de montagem, a menos que houvesse como saber de antemão que utilidade que Retinal iria ter, e a forma que iria precisar,  para poder  encaixa-la no bolso da opsina para formar uma proteína Rhodopsina funcional.

17 enzimas e passos corretos são necessários para produzi-la. . 

Outro fato  extraordinário é  que a rhodopsina consegue reconhecer apenas um único fóton, a menor entidade física  com propriedade quântica. Qualquer detector feito pelo homem precisaria ser resfriado e isolado do ruído para alcançar tal façanha. O olho pode  reconhecer de alguns fótons  até ao níveis de luz  10 bilhões de vezes maior.  17


16.
Uma alga detectar a luz é uma coisa, mas para  nadar, precisa ter um dispositivo para nadar; que são os flagelos.  Seguem os componentes essenciais para alcançar este objetivo

1. um fotorreceptor que detecta a luz, que são as rhodopsinas
2  Um ponto de pigmento que reflete a luz para opsina e a ajuda a perceber a direção da luz solar para o organismo a se orientar. 
3  um sistema de informação entre a mancha ocular e o flagelo, geralmente mediante sinalização com calcio.
4. O flagelo para poder se locomover. 
 
Este é um sistema interdependente . Esta é uma explicação simplificada. Na verdade, todo o processo é muito mais complexo


17
Não são apenas quatro, mas 11 passos essenciais, e se algum deles faltar, a alga não pode reagir as variações da iluminação sol. A seleção natural não selecionaria nenhum passo evolutivo intermediário, já que o sistema, se não tiver todos os componentes e o sistema no lugar , não teria um sistema funcional. Nenhum passo intermediário tem função.



18.
A segunda estrutura notável é o flagelo, que é o mascote do movimento do Design Inteligente.  O flagelo bacteriano usa mais de 60 proteínas estruturais. 



19
Enquanto isso, os flagelos usados em células eucarióticas, das quais as algas fazem parte,  usam mais de  650 proteinas diferentes. Todas necessárias. Uma complexidade estrondosa. O que ajuda a montar o flagelo é a centriola. 



20. 
A centriola  organiza a montagem dos flagelos. Pelo menos 13 complexos de proteinas são necessárias para montar esta parte. Cada uma dessas 13 proteínas é essencial, se uma faltar, não tem como montar a Centriola. 24 



21.
Para  montagem deste Flagelo, são usados rodovias intracelulares! E pelo menos 500 proteínas são necessárias. 
O transporte intraflagelário  é um meio altamente orquestrado e dedicado ao transporte de proteínas nos  flagelos. Uma vez que o flagelo não possui ribossomos, todos os componentes necessários para a sua construção devem  ser sintetizados no citoplasma e, em seguida, importados para o flagelo, transportados em rodovias no flagelo,  antes de chegar à ponta distal. Em 1993, um transporte ativo como se fossem minusculos "robõs com duas pernas e braços" foi descoberto dentro do flagelo de organismos unicellulares como algas, e denominado transporte intraflagelar. Este transporte desempenha um papel fundamental na construção do flagelo, pois sua inativação bloqueia a formação do flagelo em todas as espécies estudadas até agora. Todas as células eucarioticas tem tipo uma antena, com a estrutura igual ao flagelo. Estudos em 2007 descobriram que uma das proteinas de transporte envolvida, chamada de  BBSome, se houver mutação, o tornará cego, obeso e surdo, irá destruir seu sentido do cheiro, e fará com que  dígitos e dedos extras crescam e faz com que os rins falhem.  Se considerarmos não só as proteínas estruturais do flagelo, mas também todas as proteínas necessárias para montá-lo, parece que a teoria de Darwin perdeu mais um pouco de credibilidade..... 



22.
As algas sincronizam sua natação mediante seus dois grandes flagelos fazendo um movimento  extremamente elegante. Embora pareça simples, esse movimento envolve dez mil máquinas moleculares complexas trabalhando em conjunto. Milhares de cílios que estão  em uma superfície podem bater em sincronia para executar coletivamente uma tarefa. Mesmo as células não conectadas podem sincronizar suas batidas. Como eles são capazes de fazê-lo?  À medida que cada flagelo bate , isso perturba o líquido em torno dele, gerando um fluxo de fluido periodicamente variável que exerce forças de fricção em outros flagelos próximos. Isso combina mecanicamente os flagelos uns aos outros, e se este acoplamento hidrodinâmico for forte o suficiente para superar tanto o ruído quanto a falta de correspondência nas freqüências de batimento natural, então o flagelo se sincroniza de forma puramente auto-organizado.

Impressionante e admirável, para dizer o mínimo !! 




23.
Com isso, termino minha palestra. Se alguem quiser conhecer mais minhas pesquisas, podem acessar online as duas livrarias virtuais em forma de  forum: 

Livraria virtual:
Evidências de Deus , uma fé racional
http://elohim.heavenforum.org/

Livro sobre astronomia:
Design inteligente, a melhor explicação para a origem do universo e o planeta terra
http://pt-br.widbook.com/ebook/UniversoprojetodeDeus


Evidências de Deus , uma fé racional
https://pt-br.widbook.com/ebook/untitled-393a1mtg5nzu3

Livro sobre biologia molecular, e design inteligente:

A molecula de Deus 1a parte, endereço para download:
https://ln.sync.com/dl/8ca817440/tuyw29ef-f5zdvp9k-6y8j6f7j-9rfeeexm
A molecula de Deus 2a parte
https://ln.sync.com/dl/1ee6e9380/v6wr9me2-rysxiq34-3zsduuu9-rieiw6ad

Obrigado pela atenção, e se houver dúvidas, estou a disposição de voces para responder as perguntas.


Origin of eyespots - supposedly one of the simplest eyes
http://reasonandscience.heavenforum.org/t2638-volvox-eyespots-and-interdependence#5768

The remarkable intraflagellar transport for Flagellum assembly
http://reasonandscience.heavenforum.org/t2642-the-remarkable-intraflagellar-transport-for-flagellum-assembly

Origin of phototransduction, the visual cycle, photoreceptors and retina
http://reasonandscience.heavenforum.org/t1638-origin-of-phototransduction-the-visual-cycle-photoreceptors-and-retina

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